BRIGA, organizaçom juvenil da esquerda independentista

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Actualizada em
24/05/13
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17 de maio: queremos galego. Soma-te ao bloco reintegracionista de base

imagem Maio 2012

BRIGA apoia a convocatória do Bloco Laranja para a mobilizaçom polo Dia das Letras o vindouro dia 17 de maio em Compostela. Várias entidades reintegracionistas tenhem aderido à iniciativa impulsionada polo associacionismo cultural do país, que pretende repetir a experiência doutros anos quando, nas massivas mobilizaçons em defesa do idioma nacional coordenadas por diversos coletivos, centos de reintegracionistas nos unimos atrás dumha faixa comum constituindo um cortejo próprio caraterizado pola cor laranja.

Este 2012 repetimos. E queremo-lo fazer reivindicando o laranja como a cor simbolizadora do reintegracionismo lingüístico que adoptamos como galegas e galegos conscientes de que a grafia com que escrevemos a nossa língua tem umha importáncia fulcral no seu desenvolvimento e na autoestima coletiva, aferrolhada a dia de hoje após 30 anos de dependência e assimilacionismo espanholista provocadas polo Estatuto de Autonomia que tenhem colocado este povo à beira dum desastre cultural de profundo calado histórico.

Às 12 horas do meio-dia, na Alameda compostelana, vemo-nos no Bloco Laranja! que partirá à altura da famosa estátua das Marias. A juventude também se rebela contra a dominaçom cultural. O galego nom precisa Ñ nem nengumha referência espanhola para existir!

VIVA A NOSSA LÍNGUA!
VIVA O DIA DAS LETRAS!
EM GALEGO TODO O ANO!


A língua por bandeira: Na Galiza, só em galego!

Pola Oficialidade Única do Galego


A defesa do galego por parte de todos e todas as habitantes do nosso país é a melhor e a mais efetiva maneira de afirmarmos o direito coletivo a sermos o que sempre fomos: galegos e galegas.


A perseguiçom do direito fundamental a vivermos na nossa língua, protagonizada por todas e cada umha das instáncias oficiais da institucionalidade espanhola, é a melhor prova de até que ponto existe umha planificaçom por parte do Estado espanhol para a desapariçom da Galiza como realidade diferenciada e com direito à existência.


O anterior é certo e visível no dia a dia de todos e todas nós. Os mecanismos de poder lingüístico mantenhem-se em maos do espanholismo de maneira inegociável para eles. A açom desgaleguizadora nom se reduz às etapas de governos do PP, por mais que essa força política represente a expressom mais crua da barbárie espanhola.


Esses mesmos mecanismos lingüicidas estám presentes nas instituiçons governadas por todas as forças do espanholismo, “duro” e “brando”, e atuam de maneira decidida, favorecendo e favorecendo-se, em simultáneo, da desarticulaçom da comunidade lingüística galega.


Concelhos, deputaçons, governo autónomo, organismos de justiça, ensino público e privado, meios de comunicaçom, poderes económicos... todos eles som expressons dos interesses oligarquia espanhola dominante e contam com a vergonhosa colaboraçom da classe dirigente galega, vendida e renegada.


Hoje é bem visível o resultado da cooficialidade “outorgada” pola Constituiçom espanhola de 1978, que só marcou umha nova fase do histórico processo de assimilaçom. Desta vez em nome do bilingüismo, preparou o terreno para a liquidaçom definitiva do galego, que hoje está mais próxima do que nunca estivo.


A resistência que no plano lingüístico sempre nos caraterizou, e que nos permitiu mantermos esse património milenar que é a língua, corre hoje mais risco que nunca de ser varrido polos poderosos meios de propaganda e restantes ferramentas com que conta o projeto nacional espanhol para conseguir o seu objetivo final: deixar a Galiza sem fala, convertê-la em mais umha regiom espanhola rendida e desarmada.


A resposta tem que estar à altura da agressom. Devemos promover e articular a unidade de todos os setores conscientes e defensores da nossa identidade lingüística; devemos praticar e exercer dia a dia, em cada cidade e em cada vila, o direito a viver e organizar-nos em galego; mobilizar-nos e denunciar cada nova agressom, mantendo sempre em alto a bandeira que melhor representa o que ainda somos: galegos e galegas.


    Querem converter o galego em língua marginal e estrangeira na própria pátria: defendamos a sua centralidade em toda atividade social, sem concessons.

    Querem que o galego seja umha fala regional, “autonómica” e dependente do todo-poderoso espanhol: afirmemos e pratiquemos a unidade lingüística galego-luso-brasileira, pois o galego fai parte de um amplo espaço lingüístico internacional e nom podemos desperdiçar o que isso supom.

    Querem converter o conflito lingüístico num assunto institucional, decidido polas maiorias e minorias parlamentares: levemos o conflito às ruas e situemos o galego por cima de qualquer fracionalismo partidista e eleitoreiro. O galego é o primeiro!

    Querem que assumamos o bilingüismo oficial e desequilibrado como inevitável, sabendo que o tempo joga a favor do espanhol: exerçamos a nossa soberania lingüística, reivindicando a Oficialidade Única do galego numha Galiza soberana.

    Querem que assumamos o espanhol e, através dele, que assumamos Espanha. Respondamos promovendo e galeguizando todo o tipo de projetos sociais, públicos e comunitários: escolas, centros sociais, produçom cultural, música, luita social, política e sindical... todo ao serviço do nosso principal sinal de identidade coletiva, todo ao serviço de umha Galiza livre e em galego.